terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Assembleia Geral da ONU condena o Governo Iraniano

Pela 29ª vez desde 1985, a Assembleia-Geral das Nações Unidas condenou o governo iraniano devido à situação dos direitos humanos naquele país. O texto da resolução - apresentado pelo Canadá e patrocinado por outros 41 países - foi adoptado com 85 votos a favor, 35 contra e 63 abstenções.

Intitulado “Situação dos Direitos Humanos na Republica Islâmica do Irão”, o texto da resolução expressa "séria preocupação" com a alta taxa de execuções no Irão sem protecções legais, uso contínuo de tortura, detenções arbitrárias generalizadas, limites rigorosos à liberdade de reunião, expressão e crença religiosa, e discriminação contínua contra mulheres, minorias étnicas e religiosas, incluindo os Bahá’ís.

"A votação de hoje deixa claro que o mundo continua profundamente preocupado com o modo como o Irão trata os seus próprios cidadãos, ao mesmo tempo que levanta questões sobre a genuína vontade do Irão em cumprir as suas obrigações como membro da comunidade internacional", disse Bani Dugal, representante da Comunidade Internacional Bahá'í nas Nações Unidas.

"Infelizmente, a lista de violações dos direitos humanos no Irão é longa", continuou Dugal. "Apesar dos representantes iranianos negarem, é difícil perceber sinais de progresso. Isto é especialmente verdadeiro para os Bahá'ís iranianos que enfrentam, entre outras formas de opressão, uma política de "apartheid económico" por parte do seu governo, que a qualquer momento os pode privar de empregos, educação e liberdade para praticar Sua religião conforme dita a sua consciência."

"No início de Novembro, por exemplo, 124 lojas e empresas Bahá'ís foram seladas pelo governo depois dos seus proprietários fecharam por dois dias para observar um importante dia sagrado Bahá’í. Além disso, os Bahá'ís continuam impedidos de frequentar livremente a universidade e estão sujeitos a todo o tipo de restrições. Também enfrentam detenção arbitrária e prisão por actividades religiosas legítimas", acrescentou Dugal.

Dugal salientou que cerca de 86 Bahá'ís estão actualmente presos e que, desde 2005, mais de 900 Bahá’ís foram presos e pelo menos 1100 incidentes de exclusão económica foram documentados. "A situação não melhorou sob a administração do presidente Hassan Rouhani", acrescentou.

Entre outras coisas, a resolução hoje aprovada pede ao Irão que elimine "todas as formas de discriminação, incluindo restrições económicas" contra as minorias religiosas no Irão. Também pede a libertação de "todos os praticantes religiosos detidos devido à sua participação ou actividades em nome de um grupo religioso minoritário reconhecido ou não reconhecido, incluindo os sete líderes Bahá’ís".

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